19.11.16
9.1.15
MY column this week: One fading system?
6.11.14
13.9.13
UMA carta de Putin publicada no NYT; para ler e reflectir: It is important to do so at a time of insufficient communication between our societies
Etiquetas: Política
20.12.12
21.11.12
20.11.12
CATALUNHA vista por fora... Duvido que o surgimento de micro-Estados na Península Ibérica (a Catalunha, o País Basco e, já agora, a Galiza) seja favorável para alguém, excluíndo para os líderes que pretendem dominar esses estados (que se encheriam de prebendas e regalias). Mas o certo é que estamos a assistir à possibilidade de dissolvência do Estado espanhol.
Etiquetas: Política
26.9.12
Etiquetas: Política
17.9.12
13.9.12
SOBRE a situação política em Portugal, para ler e reflectir:
1 - Henrique Raposo
1 - Henrique Raposo
"Processar Sócrates? Só precisam de um espelho"
(E o endividamento privado? Aqui o cenário é um pouco diferente. Na
política e na dívida do Estado, ninguém pode dizer que não foi avisado
em relação aos perigos de Sócrates e do despesismo socialista; na
questão do crédito à habitação (o centro do nosso endividamento
privado), ninguém avisou as pessoas. Os bancos e os governos (através do
crédito bonificado) potenciaram ao máximo aquele desejo português pela posse de terra. Mas, lá está, os portugueses não foram vítimas passivas, não há aqui teorias da conspiração. Se todas as regiões queriam uma auto-estrada, todos os portugueses queriam ser proprietários da sua própria casa, e
ainda hoje olham com desconfiança para o arrendamento. Na mentalidade
que se desenvolveu ao longo destas décadas, o sujeito que paga uma renda
ao senhorio é um totó, "pá, estás a dar dinheiro a outro gajo, quando
devias ter a tua casa". Resultado? Se a memória não me falha, a taxa de
proprietários da Alemanha está abaixo dos 50%; em Portugal, está acima
dos 80%. Neste tema, os portugueses têm razão para criticar bancos e
governos, mas antes têm de olhar para um espelho. Este segundo espelho é
mais pequeno do que o primeiro, mas não deixa de ser um espelho. Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processar-socrates-so-precisam-de-um-espelho=f752130#ixzz26H9jTvy3)
2 - Pedro Guerreiro
(Não é a derrapagem do défice que mata a união que faz deste um
território, um país. É a cegueira das medidas para corrigi-lo. É a
indignidade. O desdém. A insensibilidade. Será que não percebem que o
pacote de austeridade agora anunciado mata algo mais que a economia, que
as finanças, que os mercados - mata a força para levantar, estudar,
trabalhar, pagar impostos, para constituir uma sociedade? O
Governo falhou as previsões, afinal a economia não vai contrair 4% em
dois anos, mas 6% em três anos. O Governo fracassou no objectivo de
redução do défice orçamental. Felizmente, ganhámos um ano. Mas não é uma
ajuda da troika a Portugal, é uma ajuda da troika à própria troika,
co-responsável por este falhanço. Uma ajuda da troika seria outra coisa:
seria baixar a taxa de juro cobrada a Portugal. Se neste momento países
como a Alemanha se financiam a taxas próximas de 0%, por que razão nos
cobram quase 4%?)
12.7.12
THE one week visit to China, Macau and Hong Kong of the Minister of
State and Foreign Affairs of Portugal ended yesterday with a visit to
the Portuguese School of Macau, where the young students danced and sung
for Mr Paulo Portas and his delegation. The minister visited the
School’s library and gave a brief speech to the many members of the
Portuguese community that attended the event. He stressed the idea that
the visit served to reiterate the “strategic partnership” between
Portugal and China,” which he considered “very important” because of the
historical links between the two countries and also due to the
“modernity facts” that put China as an undisputed world power.
(more)
(more)
27.5.12
MACAU has been helping Asia’s youngest country in its efforts to gain
autonomy, according to Rui Flores, a professor at the University of Saint Joseph (USJ) and former Political Adviser for the United Nations in East Timor. The country has just elected its third president, Taur
Matan Ruak, who took over during a weekend characterized by numerous
events commemorating the 10th anniversary of the restoration of
independence after a quarter-century of Indonesian occupation.
Etiquetas: Jornalismo, Política
14.12.11
MORREU Melo Egídio, que governou Macau entre 1979 e 1981. Bom artigo sobre a passagem dele por Macau aqui.
8.12.11
O mundo não vai acabar
Por Ana Sá Lopes, publicado em 8 Dez 2011 no jornal I:
Como leitura anti-depressiva, tenho passado estes dias à volta da “History of Modern Britain”. O autor é Andrew Marr, um ex-director da BBC abençoado com uma escrita radiosa. Já sabíamos que o século XX tinha sido horroroso para a Inglaterra como, de resto, para quase toda a Europa. Mas depois da extraordinária vitória na II Guerra, as ilhas britânicas viveram um tenebroso ano de 1947: o Reino Unido estava na bancarrota e a América acabou com o programa de cooperação económica, fechando a torneira do financiamento. Nessa altura, um John Maynard Keynes já muito velhinho foi em nome do governo britânico negociar com a Casa Branca e levou com os pés. O racionamento de 1947 foi muito pior daquele que tinha estado em vigor durante a guerra: cada inglês tinha direito a comer apenas 100g de carne por semana. O governo socialista de Clement Attlee não tinha dinheiro para nada, mas conseguiu pôr todas as crianças a beberem por dia um copo de leite, um sumo de laranja e uma dose de óleo de fígado de bacalhau. Em resumo: a geração de jovens que viveu esse ano horrível (a juntar à crise económica, o Inverno foi gelado e não havia dinheiro para aquecimento) teve rácios de desenvolvimento melhores que a geração anterior. A dose leite-vitamina C distribuída a todas as crianças cumpriu o seu papel.Trinta anos mais tarde, deu-se a violenta crise do petróleo – que coincidiu em Portugal com o 25 de Abril, mas que é pouco recordada. Nos anos 70, os preços proibitivos do petróleo – uma vingança dos países produtores de petróleo na sequência da guerra de Yom Kippur, em que Israel humilhou o Egipto em 1967 – obrigaram outro governo britânico a impor um plano de austeridade surreal. Há aspectos quase cómicos: os ministros iam solenemente à televisão apelar aos concidadãos para tomarem chuveiros colectivos (para poupar água) e lavarem os dentes às escuras (para poupar luz). A semana de trabalho foi reduzida para três dias – para poupar combustível – e a televisão fechava às 10 e meia da noite, pela mesma razão. Curiosamente, pouca produção se perdeu – uma prova de que a semana de cinco dias não era excepcionalmente produtiva.
O que a história nos ensina sempre é que o presente nem sempre é o pior dos tempos. Sim, não vai haver nenhuma solução para a crise do euro e a cimeira que começa hoje será uma fantochada sem nome. A Europa vai passar por uma crise de que já não se lembra e, provavelmente, irá implodir enquanto união semi-política – mas, às tantas, haverá uma reconversão das coisas. Como diz o próprio Andy Marr, os ingleses e todo o mundo ocidental começaram a trocar, a partir dos anos 60 (em Portugal a ideia só chegou nos anos 80, atendendo à nossa proverbial pobreza) a política pelo “shopping”.
Se esta crise nos levar a recuperar a política para a primeira linha – secundarizando a “alienação” provocada pelo “shopping” teorizada à exaustão pelos filósofos contemporâneos – não se perdeu tudo. Até aqui vingou o lema “a Europa não se discute”, reflexo daquele que Salazar fazia com a pátria. A ideia de começar a discuti-la é, em si, uma coisa boa.
15.11.11
PRINCIPAIS posições e recomendações do Grupo de Trabalho para a
definição do serviço público na comunicação social hoje entregue ao
ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas:
- Fim da RTP Memória e da RTP Informação. O canal Memória não tem “qualquer interesse público” – “seria mais útil a disponibilização dos conteúdos históricos através do site”; não se justifica manter a RTP Informação porque os privados já garantem “serviços de informação suficientes”; os canais regionais dos Açores e Madeira devem seguir as novas regras do canal de serviço público generalista (isto significa o fim destes canais?).
- Fusão da RTP Internacional com a RTP África. A RTP África deve ser fundida com a Internacional num canal que promova a presença externa do país, da língua e da cultura portuguesas. Mais: este canal deve mesmo ser “um instrumento da política externa”, definido por um “contrato-programa” e financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
- Fim da publicidade na rádio e televisão públicas
- Extinção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). O relatório defende que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social “deve ser extinta” e, em caso de conflitos, “a regulação deve ser realizada pelos tribunais”.
- Existência de três rádios públicas nacionais é "desproporcionada". O Estado deve reduzir a sua rede de três para duas frequências nacionais.
- Privatização da Agência Lusa. O controlo da agência Lusa deve ser assumido pelos seus accionistas privados, embora com um contrato de prestação de serviço público mediante uma comparticipação financeira.
- Fim da RTP Memória e da RTP Informação. O canal Memória não tem “qualquer interesse público” – “seria mais útil a disponibilização dos conteúdos históricos através do site”; não se justifica manter a RTP Informação porque os privados já garantem “serviços de informação suficientes”; os canais regionais dos Açores e Madeira devem seguir as novas regras do canal de serviço público generalista (isto significa o fim destes canais?).
- Fusão da RTP Internacional com a RTP África. A RTP África deve ser fundida com a Internacional num canal que promova a presença externa do país, da língua e da cultura portuguesas. Mais: este canal deve mesmo ser “um instrumento da política externa”, definido por um “contrato-programa” e financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
- Fim da publicidade na rádio e televisão públicas
- Extinção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). O relatório defende que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social “deve ser extinta” e, em caso de conflitos, “a regulação deve ser realizada pelos tribunais”.
- Existência de três rádios públicas nacionais é "desproporcionada". O Estado deve reduzir a sua rede de três para duas frequências nacionais.
- Privatização da Agência Lusa. O controlo da agência Lusa deve ser assumido pelos seus accionistas privados, embora com um contrato de prestação de serviço público mediante uma comparticipação financeira.
Etiquetas: Jornalismo, Política, Portugal
4.9.11
"COMO resultado do enorme crescimento económico, os interesses de segurança da China tiveram que se deslocar muito para lá das regiões vizinhas." É este o ponto de partida de Marc Lanteigne para analisar a diplomacia regional chinesa e o que chama de "Pax Sinica". Doutorado em Ciências Políticas, Lanteigne lecciona da Universidade Victoria de Wellington, na Nova-Zelândia e é especialista em política externa chinesa.
Etiquetas: Política
25.6.11
REFLEXÕES sobre a libertação do artista chinês. E o seu perfil, muito interessantemente escrito pela New Yorker.
22.5.11
6.5.11
JAKARTA — Indonesian's president on Thursday warned that the world's most populous Muslim-majority country was confronting a rising tide of Islamic radicalism, after a spate of hate crimes and bombings.
Susilo Bambang Yudhoyono said the sprawling archipelago's cherished reputation for tolerance and pluralism was under attack by extremists bent on turning the nation of 240 million people into a strict Islamic state.
The country -- praised by US President Barack Obama in November as a "model" of tolerance for the world -- has been shaken by bloody assaults on religious minorities and persistent attacks by homegrown terror groups.
"I have witnessed that there has been a radicalisation movement in this nation with religious and ideological motives," Yudhoyono said in a speech at a national development conference in Jakarta.
"If we continue to let this happen, it will threaten the character of our nation and our people."
Yudhoyono has allied his party with conservative Muslims in the ruling coalition and rarely speaks out against extremist violence, which often goes unpunished.
But on Thursday he said Islamic extremists, who make up a small but very vocal section of Indonesia's 200 million Muslims, were encouraging young Indonesians to "love violence" and reject the law of the diverse country.
"In the long term... if it continues, it will change the character of our communities which are tolerant and love harmony and peace.
"It must not happen, we should not be passive... We have to take responsibility to save this nation and save its people and its future."
Thirty people were wounded when a suicide bomber blew himself up inside a mosque at a police compound during Friday prayers in Cirebon, West Java, earlier this month.
Police also foiled a plot to blow up a church in Jakarta over Easter, after a detainee told them the whereabouts of five bombs.
A suspicious package was found Thursday near the British consulate and an office building hosting international media organisations in central Jakarta, police said. Bomb experts were called to the scene but it was a false alarm.
Last month a series of parcel bombs were sent to liberal Muslims, a popular rock singer and a counter-terrorism official, but no one was killed.
Indonesia has won praise for rounding up hundreds of Islamist militants since it became a key battlefield in the "war on terror" in 2002 when local radicals detonated bombs on Bali island, killing 202 people, mainly Westerners.
But analysts say religious intolerance has grown under Yudhoyono's rule and blame the authorities for failing to crack down on violent vigilante groups that advocate Taliban-style Islamic laws.
Extremists convicted of serious crimes under anti-terror legislation frequently receive lenient sentences and are allowed to preach jihad or "holy war" to other inmates in prison, turning jails into recruiting grounds.
Analysts say a de-radicalisation programme trumpeted by the government in the wake of the Bali bombings has been a total failure, with recidivism common among convicted terrorists who are released after a few years in jail.
They also say that while prominent terror networks like Jemaah Islamiyah, blamed for the Bali attacks, have been contained, new threats are emerging from an array of loosely affiliated or independent militant cells.
Yudhoyono urged civil servants in his audience to take such threats seriously. But he offered no new policy initiatives and made no mention of how he intended to tackle the problem.
"Everybody must take responsibility. We have to take precautionary steps as early as possible," he said, without elaborating.
Copyright © 2011 AFP.
Susilo Bambang Yudhoyono said the sprawling archipelago's cherished reputation for tolerance and pluralism was under attack by extremists bent on turning the nation of 240 million people into a strict Islamic state.
The country -- praised by US President Barack Obama in November as a "model" of tolerance for the world -- has been shaken by bloody assaults on religious minorities and persistent attacks by homegrown terror groups.
"I have witnessed that there has been a radicalisation movement in this nation with religious and ideological motives," Yudhoyono said in a speech at a national development conference in Jakarta.
"If we continue to let this happen, it will threaten the character of our nation and our people."
Yudhoyono has allied his party with conservative Muslims in the ruling coalition and rarely speaks out against extremist violence, which often goes unpunished.
But on Thursday he said Islamic extremists, who make up a small but very vocal section of Indonesia's 200 million Muslims, were encouraging young Indonesians to "love violence" and reject the law of the diverse country.
"In the long term... if it continues, it will change the character of our communities which are tolerant and love harmony and peace.
"It must not happen, we should not be passive... We have to take responsibility to save this nation and save its people and its future."
Thirty people were wounded when a suicide bomber blew himself up inside a mosque at a police compound during Friday prayers in Cirebon, West Java, earlier this month.
Police also foiled a plot to blow up a church in Jakarta over Easter, after a detainee told them the whereabouts of five bombs.
A suspicious package was found Thursday near the British consulate and an office building hosting international media organisations in central Jakarta, police said. Bomb experts were called to the scene but it was a false alarm.
Last month a series of parcel bombs were sent to liberal Muslims, a popular rock singer and a counter-terrorism official, but no one was killed.
Indonesia has won praise for rounding up hundreds of Islamist militants since it became a key battlefield in the "war on terror" in 2002 when local radicals detonated bombs on Bali island, killing 202 people, mainly Westerners.
But analysts say religious intolerance has grown under Yudhoyono's rule and blame the authorities for failing to crack down on violent vigilante groups that advocate Taliban-style Islamic laws.
Extremists convicted of serious crimes under anti-terror legislation frequently receive lenient sentences and are allowed to preach jihad or "holy war" to other inmates in prison, turning jails into recruiting grounds.
Analysts say a de-radicalisation programme trumpeted by the government in the wake of the Bali bombings has been a total failure, with recidivism common among convicted terrorists who are released after a few years in jail.
They also say that while prominent terror networks like Jemaah Islamiyah, blamed for the Bali attacks, have been contained, new threats are emerging from an array of loosely affiliated or independent militant cells.
Yudhoyono urged civil servants in his audience to take such threats seriously. But he offered no new policy initiatives and made no mention of how he intended to tackle the problem.
"Everybody must take responsibility. We have to take precautionary steps as early as possible," he said, without elaborating.
Copyright © 2011 AFP.
Etiquetas: Política
26.4.11
GUANTÁNAMO, a insidiosa prisão americana na ilha de Cuba, revelada pelos documentos do Wikileaks, num excelente trabalho jornalístico do El País:
Guantánamo creó un sistema policial y penal sin garantías en el que solo importaban dos cuestiones: cuánta información se obtendría de los presos, aunque fueran inocentes, y si podían ser peligrosos en el futuro. Ancianos con demencia senil, adolescentes, enfermos psiquiátricos graves y maestros de escuela o granjeros sin ningún vínculo con la yihad fueron conducidos al presidio y mezclados con verdaderos terroristas como los responsables del 11-S. EL PAÍS ha tenido acceso, junto con otros medios internacionales y a través de Wikileaks, a las fichas militares secretas de 759 de los 779 presos que han pasado por la prisión, de los cuales unos 170 siguen recluidos. Las tripas de la cárcel quedan recogidas en 4.759 folios firmados por los más altos mandos de la Fuerza Conjunta de la base y dirigidas al Comando Sur del Departamento de Defensa en Miami. La radiografía de una prisión creada por George W. Bush en 2002 al margen de las leyes nacionales e internacionales llega en un mal momento para el presidente, Barack Obama. Cerrar el penal fue su primera promesa tras asumir el cargo en enero de 2009. El anuncio, hace un mes, de que reanudaría los juicios en las comisiones militares fue el reconocimiento de su fracaso.
Guantánamo creó un sistema policial y penal sin garantías en el que solo importaban dos cuestiones: cuánta información se obtendría de los presos, aunque fueran inocentes, y si podían ser peligrosos en el futuro. Ancianos con demencia senil, adolescentes, enfermos psiquiátricos graves y maestros de escuela o granjeros sin ningún vínculo con la yihad fueron conducidos al presidio y mezclados con verdaderos terroristas como los responsables del 11-S. EL PAÍS ha tenido acceso, junto con otros medios internacionales y a través de Wikileaks, a las fichas militares secretas de 759 de los 779 presos que han pasado por la prisión, de los cuales unos 170 siguen recluidos. Las tripas de la cárcel quedan recogidas en 4.759 folios firmados por los más altos mandos de la Fuerza Conjunta de la base y dirigidas al Comando Sur del Departamento de Defensa en Miami. La radiografía de una prisión creada por George W. Bush en 2002 al margen de las leyes nacionales e internacionales llega en un mal momento para el presidente, Barack Obama. Cerrar el penal fue su primera promesa tras asumir el cargo en enero de 2009. El anuncio, hace un mes, de que reanudaría los juicios en las comisiones militares fue el reconocimiento de su fracaso.
Etiquetas: Jornalismo, Política
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