7.10.11

 
Mário Laginha e Maria João voltaram a afirmar o seu enorme talento no Centro Cultural da Universidade de Macau. O concerto que protagonizaram iniciou-se com a cantora a cumprimentar a audiência com um sonoro “Nei hou ma” [em cantonês: ‘Como estão?’] Seguiram-se cumprimentos em inglês e em português. “Não sei em que língua me hei-de expressar”, gracejou Maria João, arrancando em inglês, com “Parrots and Lions”. Ao longo de mais de uma hora, Maria João cantou em vários idiomas e utilizou recorrentemente o canto “scat”. A sua voz ecoou como um instrumento preciso, capaz de oscilar entre os tons mais graves e agudos. Mário Laginha foi acompanhando com os arranjos jazísticos que caracterizam a música do dueto. Perante um auditório que tinha cerca de metade dos lugares preenchidos, a expansiva cantora referiu ser um “prazer e felicidade estar de novo em Macau”, expressando o orgulho em ser portuguesa: “Não sei se conseguem imaginar, nesta enorme China, o quão pequenos somos (...) Escolhemos ir para o mar à procura de outros locais e eu sou uma prova disso, porque a minha mãe é moçambicana e o meu pai é português”, apontou. Para o fim do concerto, o dueto interpretou um peculiar fado (ou, como Maria João referiu, “um fado à nossa maneira”) e a cantora embalou-se num solo vocal que durou vários minutos. No fim, grande parte do público aplaudiu de pé.
Texto e fotos: P.B.



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9.3.09



O concerto da Mingus Big Band terminou em apoteose, com o público que encheu o Grande Auditório do Centro Cultural a aplaudir de pé o tema “Devil Woman”, enquanto o excêntrico Ku-umba Frank Lacy percorria as bancadas, cumprimentando os espectadores com palmadas nas mãos, à maneira de um basquetebolista. A banda de Nova Iorque mostrou em Macau por que motivo conta com seis nomeações para os Grammy e nove discos gravados, o último dos quais ao vivo num concerto em Tóquio, editado pela prestigiada Blue Note.

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12.2.09

HOJE no Musicbox às 23.00H - A primeira banda que vi ao vivo fora da "tutela" familiar, num concerto da Queima das Fitas de 1988, visto com um entusiasmo juvenil que ainda recordo.


Uma das “instituições” da música portuguesa celebra vinte anos sobre o lançamento dos seus dois primeiros álbuns – Veneno e Portem-se Bem!. Dos clássicos, Gingão e Carraspana, aos mais recentes, Revolução e Cai no Real, muitos são os temas que fazem dos Peste & Sida uma das maiores referências do punk rock nacional. João San Payo (baixo/voz) e João Pedro Almendra (voz), membros fundadores, continuam com a mesma vontade em espalhar veneno e anarquia pelas enfermidades deste país; sempre num espírito D.I.Y. (Do It Yourself), pilar central do movimento punk. Em momentos de crise, mais do que nunca, precisamos do sarcasmo e atitude subversiva de uns Peste & Sida.(Texto da organização, Preço:10€ c/ oferta de 1 bebida até 2€)

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27.11.08

Retratos da Festa do Avante 2008




[A minha versão do beijo, de Doisneau;)]

Fotos: PB

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7.10.08


NÃO sei se são o “milagre” anunciado por Adolfo Luxúria Canibal, mas são seguramente uma das revelações da cena musical portuguesa. Os Peixe:Avião apresentaram-se em Lisboa recentemente e deram um concerto promissor. Com paisagens sonoras próximas das dos Radiohead, e um vocalista a cantar em falsete, como o Tom York (mas em português), a banda de Braga mostrou os temas de 40.02, o seu primeiro disco.

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15.9.08

SATISFAZ muito bem:

Pedro Jóia (talvez o artista actual mais próximo do grande Carlos Paredes)

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12.9.08

SATISFAZ bem:
Os Da Weasel, que têm um historial de boas rimas. São uma espécie de Xutos do hip hop, suficientemente previsíveis para agradarem às massas e suficientemente criativos para encenarem o maior espectáculo de hip-hop português. Gostei bastante da projecção de imagens sincronizadas com o som. Nesse aspecto, melhor só tinha visto no célebre concerto dos Portishead na Zambujeira (1998) e no dos Rolling Stones em Coimbra (2003).

Não satisfaz (absoluta falta de swing):
Slogans revolucionários afixados pela festa, onde a propaganda comunista retrata de forma demagógica o capitalismo como o bicho-papão.

Exemplos de verdades feitas, entre muitos outros do género que poderia ter escolhido: "Exploração; opressão; miséria; guerra; fome: o capitalismo é isto!"; "Em Portugal e no mundo a história do capitalismo é um rasto de exploração, opressão, morte, miséria de milhões de seres humanos"; "Mais de 30 anos de políticas de direita: injustiça social, travão do desenvolvimento, retrocesso democrático, declínio social: mais de 30 anos de políticas de direita, de alternância entre PS, PSD, com ou sem CDS, sempre no mesmo rumo de injustiça social e declínio social"

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10.9.08

SATISFAZ bem (grande técnica de guitarra, só falta um cantor de blues pujante para ser excelente):
Krissy Matthews Band

Não satisfaz muito:
O livro com mais destaque na feira do livro era "Socialismo Traído", de Roger Keeran e Thomas Kenny, das edições avante!. A considerar pelo número de exemplares disponíveis e pela sua exposição em vários pontos da feira, é provável que a linha dura do partido se reveja nas suas teses. E quais são? Consistem na defesa saudosista do indefensável, como se pode ver pelo texto da contracapa, que cito: "Qual é o estado da sociedade soviética quando começou a perestroika? A URSSS enfrentava uma crise em 1985? A que problemas respondia supostamente a perestroika de Gorbatchov? Que forças favoreceram e que forças se opuseram à senda de reformas que conduziu ao capitalismo? Quando a reforma de Gorbachov começou a produzir o desastre económico e a desintegração nacional, por que não mudou Gorbachov de rumo, ou por que não o substituíram os outros líderes do partido comunista? Por que estava aparentemente tão frágil o socialismo soviético? Por que razão os líderes subestimaram tanto o separatismo nacional? Por que conseguiu o socialismo - pelo menos numa certa forma - sobreviver na China, na Coreia do Norte, no Vietname, em Cuba, ao passo que na União Soviética, onde aparentemente se encontrava mais enraizado e desenvolvido, não conseguiu durar. O desaparecimento da União Soviética era mesmo inevitável?"

Repare-se nas pérolas " por que não mudou Gorbachov de rumo, ou por que não o substituíram os outros líderes do partido comunista" e "por que conseguiu o socialismo - pelo menos numa certa forma - sobreviver na China, na Coreia do Norte, no Vietname, em Cuba". No primeiro caso, a interrogação tresanda a primavera de Praga. Na altura, como é lógico, Cunhal apoiou a invasão de Praga (como muitos anos depois foi o único líder comunista ocidental com alguma credibilidade a apoiar o golpe de Estado militar que tentou depor Ieltsin e instalar um regime revanchista na Rússia). No segundo, deduzo que, como já afirmou Bernardino Soares, o comité central do PCP considera a Coreia do Norte como um exemplo socialista (aliás, no espaço internacional da festa do avante havia uma banca do partido dos trabalhadores da Coreia do Norte). Nem vale a pena dizer mais nada quanto às palas ideológicas destes "camaradas"...

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9.9.08

as notas do prof. barbas na festa do avante

SATISFAZ muito bem (têm swing, e ainda por cima são de coimbra):


satisfaz bem (parece-me que têm swing):

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Em Macau: Em Lisboa:
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