21.11.09

We could be so good together
Ya, so good together
We could be so good together
Ya, we could, I know we could

Tell you lies
I tell you wicked lies
Tell you lies
Tell you wicked lies

Tell you 'bout the world that we'll invent
Wanton world without lament
Enterprise, expedition
Invitation and invention


Ya, so good together
Ah, so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

20.11.09

O Grande Prémio de Macau


PASSARAM 20 anos desde a vitória de David Brabham, que no regresso nostálgico a Macau veio encontrar uma cidade mudada do avesso. Mas o circuito da Guia, com a sua mistura entre sinuosidade e velocidade, continua a ser um desafio tão apelativo como em 1989, diz o piloto. O recente vencedor das 24 Horas de Le Mans deu uma volta de reconhecimento à pista acompanhado por alguns jornalistas. Devagarinho, porque o circuito ainda não estava fechado, mas sempre comentando com entusiasmo e nostalgia as peripécias da sua vitória já longínqua.

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pensamento do dia

NO início foi muito bacano e aí depois foi perdendo um pouquinho de força

19.11.09

Monólogos do Caralho

II

Já leste? É um texto muito poderoso, Pedro, eu desmonto tudo aí, não fica nada em pé, é um estrondo! Senta-te e lê com atenção, que isso é para se ler sentado, é forte, curte aí...Andei a distribuir pelos cafés e ficou toda a gente vidrada, houve até quem chorasse, eu vi Pedro, eu vi uma gaja sozinha numa mesa do Mandarim com lágrimas nos olhos

“sabe-me bem a carne podre das multinacionais

que matam 1000 pretos por cada 10 que empregam

sabem-me a pouco as duas torres

e quero por força participar na desflora

dos mercados por globalizar”

isto é uma revelação, Pedro! Ninguém pode ficar alheio a isso, vais ver que ainda vão ouvir falar de nós, do movimento, é altura de deixar de estar virado para dentro, a escrever sobre sonhos e jardins, CHEGA DESSA MERDA! Eu aí denuncio essa merda toda, a corrupção e a censura, Pedro, abre os olhos e lê isso, abre os olhos, eu sempre disse que só um tipo extremamente inteligente me poderia compreender, não é que vocês...tás a ver... só um gajo com uma certa maturidade é que vê que há uma censura, uma opressão que ainda é mais terrível do que a da PIDE ou a nazi, uma censura fundada na indiferença, mais terrível porque agora se pode dizer tudo e nada tem importância. Os grandes protegem-se assim, os poderosos...Pode dizer-se tudo, Pedro, tudo é sonegado, eles apagam, eles limpam, eu posso dizer aqui

- EU FUI AO CU AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA!

eu posso andar aí na Baixa a entrar nos cafés e a berrar

- EU FUI AO CU AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA!

e não me acontece nada, é perverso, Pedro, há qualquer coisa de terrível nisto, tu olhas para a cara das pessoas e vês que elas não estão satisfeitas, andam adormecidas, apáticas. Às vezes pergunto-me por onde é que anda a minha geração, que já quase não vejo, ou quando vejo preferiria não ver, porque me mete nojo, tudo feito em merda, tudo só filhos da puta, Pedro! É preciso fazer alguma coisa, não sei bem o quê mas temos que minar esta merda toda

eu fodo isto tudo os gajos querem-me foder e eu fodo-os vou denunciá-los a todos isto anda tudo a comer até lá acima ao reitor são todos uns filhos da puta duns corruptos e eu vou ser como eles



não! Pior!

vou ser ainda pior que eles, vou deixar os gajos sem ninguém, vazios, percebes? É que eu ainda hei-de vingar na poesia e isso passa por nos juntarmos todos e tomarmos uma posição de revolta, não sei bem como, mas é preciso fazer alguma coisa e eu não quero ter que olhar para trás e chegar à conclusão que não tentei. Agora esta indiferença é que não, este vale tudo em que tudo é nada...Não me vou calar enquanto não me matarem, se não acreditas vem comigo até ali à janela

- EU FUI AO CU AO PRESIDENTE!!

- EUFUIAOCUAO PRESIDENTE!!

- EU FUI AO CUUUU DO PRESIDENTEDAREPÚBLICA!!

- EU FUI AO CUUUUUU........


[escrito em 2002, continua para a semana]

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18.11.09


O debate, que emula um modelo norte-americano, pretendeu avaliar a capacidade de comunicar, a pronúncia e a divisão correcta das orações. Numa primeira fase foram projectadas fotografias e um elemento de cada equipa era convidado a falar durante dois minutos sobre a imagem. Por exemplo, foi assim que Erica improvisou discurso com base na foto de uma criança empunhando duas pistolas. “As crianças sofrem um abuso de informação por causa dos ‘médias’, uma bebedeira de informações, mas uma criança não tem uma sensibilização muito correcta, a criança pode estar envolvida em crimes.”
Já Estrela, da equipa de alunos visitantes oriundos da Universidade de Pequim que estão a estudar no IPM, comentou desta forma a imagem de um jovem sentado numa retrete com um computador portátil ao colo: “Hoje nós está muito dependentes das tecnologia, por exemplo computador, e há muitas razões para causar este problema, porque hoje em dia há muito stresses e usamos o computador para ver vídeos e ver informações, mas não é uma boa solução porque pode prejudicar a nossa saúde e qualidade de vida, acho que temos que ler mais livros e procurar hábitos mais saudáveis que pode melhorar a nossa vida”.

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17.11.09

Feminismo revisitado

NOS países desenvolvidos, o feminismo levado a extremos é coisa de gajas que queriam ter um pénis. Fufas, destrambelhadas e camaféus, ou perto disso. Gajas que se sentem discriminadas pela falta de falo. É puro ressentimento existencial. As mulheres bonitas (por fora ou interiormente, ou ambos) nunca alardeiam o seu feminismo. Não precisam. São naturalmente femininas e não sentem qualquer rancor ou inveja em relação aos homens. Nem se sentem inferiorizadas, pelo contrário.

16.11.09

" 243 mil famílias em Portugal que não têm nenhuma conta bancária, o que corresponde a 6,3 por cento do total de agregados familiares - são os excluídos do sistema financeiro com impactos sociais. De acordo com o INE, que recolheu estes dados no âmbito de um inquérito sobre as condições de vida e rendimento dos portugueses, 71 por cento destas famílias afirmaram que não tinham contas bancárias por não precisarem, preferindo fazer as suas transacções em dinheiro.

Os restantes 29 por cento estarão assim marginalizados por absoluta falta de capacidade financeira para abrir uma conta à ordem, mas também por estarem impedidos legalmente devido a irregularidades.

No entanto, e ainda de acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO junto do INE, cerca de 51 por cento dos agregados familiares que não têm conta bancária ganharam, em 2007, 4878 euros (406 euros por mês), valor inferior à linha de pobreza relativa.

Este indicador não surpreende o sociólogo Sérgio Aires, director do Observatório da Luta Contra a Pobreza, pois "traduz a realidade portuguesa, onde a percentagem de pobres é muito elevada". A recolha destes dados foi conduzida pelo INE entre Maio e Julho de 2008, mas estão disponíveis, a nível interno, apenas desde Setembro deste ano. As informações são enviadas para Bruxelas, prevendo-se que os dados relativos a todos os Estados- membros sejam disponibilizados em Dezembro. Esta é a primeira vez que a recolha de dados é efectuada desta forma pelo INE, pelo que não há dados comparativos que permitam perceber se houve ou não um aumento deste indicador. Sandra Lopes, de 30 anos, é uma das muitas pessoas que não têm conta bancária. Mãe de quatro filhos, o último dos quais bebé, está desempregada há dez anos."
VEJA O RESTO DO ARTIGO do Público aqui...

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15.11.09

pensamento do dia

DO you feel nothing takes you as far as you could?

13.11.09

Monólogos do Caralho

I

ESTOU apaixonado outra vez, Pedro, tás a ver...Vejo-a e o meu coração bate, bate, bate... É uma loucura! Naquela noite de sexta-feira foi ter comigo ao Noise, veio direita a mim, disse que lá tinha ido só por minha causa, que se eu não estivesse lá ia-se embora... Saímos, fui para a república onde ela mora tomar o pequeno almoço, estivemos três horas a falar, tás a ver ò Pedro, três horas, ela pediu-me para lhe ler poemas, foi-se aproximando até me tocar na cara, beijámo-nos, curtimos um pouco... Uma gaja do teatro, tás a ver, uma gaja que anda aí com actores e encenadores e esses postiços todos e que de repente se interessa por alguém que está fora dessa merda da cultura.

não combinámos nada para o dia seguinte. Fui de novo ao Noise, mas ela não foi lá e eu comecei a ficar meio louco e a beber uísque-cola atrás de uísque-cola. Só via os lábios dela. À saída desenrosquei as lâmpadas do candeeiro do hall e deixei aquilo às escuras e o porteiro a olhar para mim

- Então, Carlos, escusavas de ter feito isso...

deambulei de madrugada pela cidade, passei pela república dela, pus-me a olhar a janela do seu quarto. Não havia luz. No domingo acordei com as mãos queimadas e andei o dia todo a pensar nos motivos que a teriam levado a não aparecer. Pensei até que tivesse desistido. Escrevi no meu caderno

“nada é certo, nem mesmo o que tenho por certo”

sentia-me a rebentar interiormente, falei ao Abdul... Doía, tive de lhe perguntar onde é que paravam as gajas da república. Ele disse-me que, ao domingo à tarde, como o Vereda está fechado, iam para o Rainha. Então fui para lá e, como não a vi, fiquei para morrer. Voltei à Triunfo, fumei uma ganza, pus-me a descascar batatas, precisava de fazer alguma coisa. Então, toca o telefone

- Carlos, é para ti, a Ana.

era ela a perguntar-me se eu queria tomar café. Perguntei-lhe a que horas

- Às nove e meia, que amanhã tenho que me levantar cedo.
-Não, é muito cedo... Às 10 horas.

menti, Pedro, é como que um instinto de defesa, atacar, provocar, não fazer o que elas querem ou esperam, provocar ainda mais, dizer que vou sair com outra, não me repetir, não dizer o mesmo duas vezes. Não conheço bem as mulheres, mas elas querem é lantejoulas e flores, é isso que elas querem, Pedro, mesmo isso... Cheguei primeiro ao café, pedi um descafeínado, esperei, senti-me mal, no meio de estranhos, saí. Ela chegou e sentou-se sem dizer nada, a olhar-me intensa e fixamente...

o meu coração bateu, bateu...

falámos três quartos de hora e depois ela

- Queres ir até minha casa?

conversámos no quarto dela, pedi-lhe para fechar a luz para eu me soltar mais. Ela, sempre a provocar - estava fisgada ao mesmo tempo que oferecia alguma resistência, no suposto pudor feminino -, respondeu-me que, se eu quisesse, também me soltava com a luz acesa

- Talvez seja um erro, mas eu sempre me soltei mais com a luz fechada

escrevi no meu caderno um pequeno texto dedicado a ela, que é meio gótica e gosta de ambientes mórbidos:

“Não se pode ser mórbido num sítio azul. Pois, o meu amor é bem escuro. Apaga a luz!”

[escrito em 2002, continua para a semana]

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12.11.09



"É o Outono do meu segundo ano em Paris. Fui mandado para cá por uma razão que ainda não consegui compreender.
Não tenho dinheiro, nem recursos, nem esperanças. Sou o homem mais feliz que existe. Há um ano, há seis meses, pensava que era um artista. Agora já não penso nisso: sou. Tudo o quanto era literatura me abandonou. Não há mais livros a escrever, graças a Deus.
E então isto? Isto não é um livro. É líbelo, calúnia, difamação. Não é um livro na acepção corrente da palavra. Não. É um insulto prolongado, uma cuspidela na cara da Arte, um pontapé no cu de Deus, do Homem, do Destino, do Tempo, do Amor, da Beleza...do que quiserem. Vou cantar para vocês. Um pouco desafinado, talvez, mas cantarei. Cantarei enquanto esticam o pernil, dançarei em cima do vosso sórdido cadáver...
Para cantar é preciso primeiro abrir a boca. Há que ter um par de pulmões e um pequeno conhecimento de música. Não é necessário possuir acordeão ou guitarra. O essencial é querer cantar. Isto é, pois, uma canção. Estou a cantar.

É para ti, Tânia, que canto. Gostaria de saber cantar melhor, mais melodiosamente, mas nesse caso talvez nunca consentisses em escutar-me. Tens ouvido os outros cantar e eles têm-te deixado fria. Cantam ou bem demais, ou insuficientemente bem.
(...)
Oh Tânia, onde está agora essa tua cona quente, esses jarretes gordos e pesados, essas coxas macias, bojudas? Há um osso na minha picha com quinze centímetros de comprimento. Mandrilarei todos os refegos da tua cona, Tânia grávida de semente. Mandar-te-ei para casa, para o teu Sylvester, com dor de barriga e o útero virado do avesso. O teu Sylvester! Sim, ele sabe atear um fogo, mas eu sei inflamar uma cona! Disparo raios ardentes dentro de ti, Tânia, deixo-te os ovários incandescentes. O teu Sylvester está agora um bocadinho ciumento? Sente qualquer coisa, não sente? Sente os restos da minha grande picha. Alarguei um bocadinho as margens, alisei os refegos. Depois de mim podes receber garanhões, touros, carneiros, patos, são-bernardos...Podes enfiar pelo cu acima sapos, morcegos e lagartos. Podes cagar arpeggios, se te apetecer, ou passar as cordas de uma cítara de lado a lado do teu umbigo. Fodo-te, Tània, para que permaneças fodida. E se tens receio de ser fodida publicamente, foder-te-ei privadamente. Arrancar-te-ei alguns cabelos da cona e colá-los-ei no queixo do Boris. Cravarei os dentes no teu clítoris e cuspirei moedas de franco."

Henry Miller, Trópico de Câncer

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11.11.09

Montanha de Laoshan


Montanha de Laoshan, originally uploaded by BARBOSA BRIOSA.

Qingdao


Qingdao, originally uploaded by BARBOSA BRIOSA.

Casa do governador alemão -Qingdao

QINGDAO tem uma atmosfera única e quer afirmar-se como uma das capitais mundiais da vela. A cidade portuária possui uma indústria pujante e características naturais e culturais que justificam uma visita. Pode ler a minha reportagem sobre esta pérola chinesa aqui.

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Qingdao


Qingdao, originally uploaded by BARBOSA BRIOSA.

Qingdao


Qingdao, originally uploaded by BARBOSA BRIOSA.

10.11.09

VOLTANDO ao fado de Lisboa, gostei recentemente de ler "A Noite e o Riso", de Nuno Bragança, que começa logo por ter uma das dedicatórias mais lindas que já vi:

"À Carolina Fonseca, que me disse 'boa noite' quando nos despedimos antes de ela morrer"

É um livro irregular, com excertos inspirados:

"'Lisbon is a bum's nightmare; you can only survive it by getting drunk.' Um inglês mo disse, em pleno meio da noite, Cais das Colunas. Tivera eu ido álcool adentro e talvez a cidade me passasse ao lado, desapercebida - peso e dor ocultos remetidos à surdina com que de vez em quando, mesmo em plena euforia de prego a fundo nos gargalos, vinha até mim algo como um uivo ao longe; um soluço pulando na treva silenciosa das ancestrais misérias, e que fica a pairar como uma nuvem cheia de trovões. Ainda aí está, para quem saiba ler no vivo movimento.
Lisboa é triste. Deu por isso quem peregrinou atentamente pelas diversões borga nos becos da Capital, do Império. Melancolias. Não foram poucas vezes em que explodi a rir, como quem chora com quem chora, são-paulatinamente.
Os veteranos: pus-me a pau por causa deles, está visto. Saltado fresco do mês de Maria sussurrado para mais estridentes reinos (Cais do Sodré, Mouraria), dei logo em meter os olhos nos que tinham precedido a minha geração temporal em tais praças de ritmo. Penso neles quotidianamente, arrepiado. E mais resmungo réquies lembrando a moribundação de vários companheiros. Vi: grandes mecos da melhor extracção humana rapidamente sorvidos; contaminação de quem, em vez de fazer vida, deixa que o tempo a esboroe com vagares de um oceano lamentável devorando o litoral.
De começo, tudo risota e toca-a-andar. Éramos muito novos e tínhamos as algibeiras cheias de possível - a única moeda inoxidável pela desvalorização normal. Os veteranos topavam essa distância. Abraços galhofeiros disfraçavam com dificuldade a baba expectante do vampiro recebendo berço com recheio, Eles era sádicos da Espanha: vengan más caballos sempre que o toiro estripa um. Cabalo sim, talvez. Mas devagar. (...)
págs. 143, 144, A Noite e o Riso, Edições D. Quixote

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pensamento do dia


MY dream is to fly over the rainbow so high

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9.11.09


VI estes Pet Conspiracy num festival em Hong Kong. São já uma das bandas mais badaladas da cena rock de Pequim, e deram um grande concerto. Com bom som e uma entrega rara, terminando o concerto quase numa orgia entre as meninas da banda e o público. Fiquei a pensar que já pouco se "rocka" assim no Ocidente. Isso acontecia nos anos 60, quando o rock era subversivo. Hoje quem se está a libertar da ditadura de ideias e do fascismo de gostos (um longo caminho) são os chineses. Como em todos os casos em que houve uma grande opressão, dá-se uma explosão e o rock germina bem nessas situações. Assim como a poesia.

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8.11.09

pensamento do dia

ESCREVO para que não morra aquilo que foi vida

7.11.09

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6.11.09

pensamento do dia

I go wit u but u pai mi money

5.11.09


FIVE years after Dutch filmmaker Theo van Gogh was murdered by a Muslim extremist in Amsterdam, where half the population is of immigrant origin, the city is grappling with social integration.

Nevoeiro

NEM rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.


Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


É a Hora!


[Sim, Fernando Pessoa, isso é tudo muito bonito... É a hora, mas é a hora de quê?]

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4.11.09

É hoje a lançada a publicação “Best in Travel 2009”, da editora de guias de viagem Lonely Planet, que inclui a “Blue List”. Muito antecipada pela imprensa de viagens e turismo, a “Blue List” estabelece um ranking dos dez melhores destinos mundiais para os chamados “viajantes independentes”, que não gostam de viajar integrados em excursões turísticas e têm normalmente orçamentos limitados para os seus périplos. Na lista deste ano estão incluídos locais tão díspares como uma baía recôndita na Tasmânia, a cidade mais a nortenha do mundo e algumas ilhas longínquas. A província chinesa de Yunnan surge entre as seleccionadas, juntamente com outros dois destinos asiáticos, nomeadamente Ko Tao, na Tailândia e Nam Ha, no Laos.



Sobre a província localizada mais a sudoeste da China, o livro refere que “são de encher a alma os pores-do-sol na Garganta do Salto do Tigre, o amanhecer nos arrozais de Yuanyang, o meandros de cidades perdidas no tempo como Lijiang ou Dali, ou o apreciar de uma cerveja gelada em Xishuangbanna, após uma caminhada pela selva”.
Quem visita Yunnan, que faz fronteira com Myanmar, o Laos e o Vietname, costuma fazer um percurso triangular, com partida de Kunming, a capital da província, e passagens por Dali, Lijiang e Zhongdian. Maioritariamente montanhosa, Yunnan é caracterizada pela diversidade das suas fauna e flora. A província é rica em recursos naturais é atravessada por mais de 600 rios e lagos, com vastas zonas de espectaculares caminhos ao longo de íngremes desfiladeiros.



A ilha de Ko Tao, na Tailândia, surge pela primeira vez na lista do Lonely Planet, sucedendo na fama a locais como Ko Samui e Ko Pha-Ngan. Paraíso do mergulho, devido à beleza dos seus corais, Ko Tao é uma ilha muito frequentada por mochileiros, que alia a beleza das praias a uma animada vida nocturna.
Nham Ha, no Laos, é o terceiro destinos asiáticos referenciados nesta lista dos melhores do mundo. Segundo a descrição hoje publicada, o local “tem montanhas, cascatas, planaltos e uma mistura cultural com mais de 30 grupos étnicos”. Há propostas para vários gostos, com os “mais aventureiros a poderem viajar ao longo de percursos na selva, por entre aldeias pitorescas, ou observar animais selvagens, como os leopardos”.

Oceânia

À Oceânia coube em sorte um destino na “Blue List”: a Baía dos Fogos, na Tasmânia. Para o Lonely Planet, trata-se de um local de “praias douradas e mar cor de safira, resguardado e cercado por uma floresta frondosa”. Com boas condições para a prática do surf, a baía “só atraiu a atenção internacional há pouco tempo”. Agora, lê-se no “Best in Travel 2009”, “é a melhor altura para visitá-la”.

Europa

Os apreciadores do Velho Continente têm várias escolhas clássicas recomendadas. Uma delas é a província de Languedoc, na França, referida como “a Cinderela do sul, com cidades charmosas como Montpellier, Sète e Nimes”. Não muito distante, o País basco, em Espanha e na França, é outro dos dez listados, pelas “paisagens dos Pirinéus” e também pela vida nocturna das cidades bascas.
Ainda na Europa, foi escolhida Svalbard, na Noruega. A mil quilómetros do Pólo Norte, trata-se “da única cidade na Europa por onde vagueiam Ursos Polares”. Pela zona, esparsamente povoada, há fiordes, glaciares e “a neve mais pura”. A melhor época para uma visita a estas terras frias é Agosto, sugerem os autores.

América

Parece ter havido uma preocupação na distribuição mais ou menos equitativa dos destinos escolhidos pelos maiores continentes. Tal como a Europa e a Ásia, também a América surge com três locais listados neste “top 10”. São eles Chiloe, no Chile, a Ilha Grande, no Hawai e Santo André e Providência, na Colômbia. O arquipélago de Chiloe foi seleccionado devido à “recentemente inaugurada reserva ecológica e por ali se situar a mais antiga rede de agro-turismo chilena”. Considerado “um arquipélago místico”, tem características pitorescas, onde não faltam aldeias piscatórias, igrejas listadas pela Unesco, ou possibilidades de visitas a colónias de pinguins.
Santo André e Providência são as duas maiores ilhas do arquipélago colombiano situado nas Caraíbas. Embora próximas, têm características diferentes, sublinham os autores do Lonely Planet: “Santo André possibilita passeios em motas de água e viagens a bordo de pequenos submarinos. Providência tem miradouros paradisíacos e hospitalidade genuína”, com menos turistas.
Já a Ilha Grande do Hawai “tem todas as delícias tropicais, inclusive vulcões em actividade, mas é menos frequentada e mais acessível do que destinos vizinhos”. De acordo com o “Best in Travel 2009”, para além da diversidade das praias – há-as de areia branca, mas também de areia preta ou mesmo de areia esverdeada -, há uma multitude de actividades possíveis, tais como passeios de cavalos por entre os ranchos, ou visitas às áreas vulcânicas.

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3.11.09

queria que o meu amor morresse

QUERIA que o meu amor morresse
e a chuva chovesse sobre o cemitério
e sobre mim pelas ruas onde eu andar
chorando aquela que julgou amar-me




samuel beckett
trad. miguel esteves cardoso
as escadas não têm degraus 3
livros cotovia
março 1990

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2.11.09

O Público tem, a partir de hoje, uma nova directora. O primeiro editorial, que não vem assinado, é pesaroso. Reflecte a doutrina de que o jornalismo está em crise.

"A confiança no jornalismo, no entanto, já viveu melhores dias."

E depois, sinal de uma liderança colegial, defende o fim dos editoriais assinados:

"Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. Os editoriais serão escritos pelo novo Gabinete Editorial, composto pela direcção e mais cinco jornalistas do PÚBLICO - Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Costa. Há 20 anos, quando nascemos, foi decidido que os editoriais seriam assinados com base em duas ideias: seriam mais acutilantes e comprometeriam apenas o seu autor. Hoje sabemos que essa ideia original se tornou utópica e que um editorial compromete todo o jornal - é a cara do jornal - e não pode, por isso, ser veículo da opinião de uma só pessoa. Acreditamos, também, que é possível escrever editoriais incisivos, com pontos de vista corajosos e provocadores, que questionem e mobilizem a sociedade. Os novos editoriais do PÚBLICO, são, portanto, textos de opinião do jornal como instituição. A mesma filosofia será aplicada à secção Sobe e Desce."

Ora, eu não acredito, a não ser em questões de princípio, em editoriais não assinados. Cheira-me a jornal de partido, em que todos devem pensar o mesmo. Um editorial nunca reflecte a posição de toda a redacção, visto que dentro da redacção há posições díspares. Mesmo dnetro da direcção as há. Eu prefiro um editorial assinado que analise profundamente uma questão (como eram os de José Manuel Fernandes, concordássemos ou não), do que os editoriais cinzentões do Diário de Notícias, que não são assinados.

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pensamento do dia

GOSTAVA de cagar dinheiro.

29.10.09



ISTO é de chorar de tão bonito que é. É como naqueles momentos de poesia em que dois se amam sem haver amanhã. O piano e Gould são um só na noite eterna. È preciso já ter vivido muito para poder cantar assim.

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"COMO é sabido, Macau nem sempre foi uma floresta de árvores das patacas, e em tempos idos as famílias chinesas eram mesmo muito pobrezinhas, numerosas, e os irmãos mais velhos começavam a trabalhar novos para sustentar os irmãos e ajudar os pais. Alguns casaram jovens, e constituíram família ainda na flor dos seus 20 anos. Em muitos casos como forma de conquistar a independência, e assim ganharam eles próprios novas bocas para alimentar.

Nos anos 60 e 70 os empregos bem remunerados e a vida comfortável estavam apenas ao alcance de poucos, ora os que trabalhavam para a administração colonial, ora as grandes famílias que podiam mandar os filhos estudar no estrangeiro, ora os grandes comerciantes. Foi nesta época que se deu o grande fluxo emigracional de muitos macaenses para o Brasil, Canadá e Estados Unidos da América, os tais que hoje podemos encontrar nos tais encontros das comunidades macaenses que se realizam em Macau."

Continue a ler esta muito interessante análise no Bairro do Oriente.

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28.10.09

pensamento do dia

THEY are sharping their knifes on my mistakes.

27.10.09

O departamento de língua portuguesa da Rádio Internacional da China (RIC), um dos 59 serviços em língua estrangeira daquela emissora fundada em 1941, está a poucos meses de celebrar o meio século de existência. O vice-presidente da RIC e a coordenadora do departamento lusófono concordam na análise: segundo eles, há uma tendência de expansão do português na China e a língua tem um valor estratégico para Pequim, que usa a rádio para apresentar-se a países que considera importantes desse ponto de vista.

Leia a reportagem que fiz em Pequim.

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26.10.09

pensamento do dia

- EU acho que tu tens rancor às mulheres. Para ti, todas as mulheres são putas, excluindo a Virgem Maria e a tua santa mãezinha.
- Não tires a virgem e a mãezinha disso. Numa certa escala, e com imensas gradações, são-no, claro, como o Homem é. Todos acabam por se vender, a maioria já nasce irrevogavelmente vendida. Mas porque havia de ter rancor às mulheres, se costumam ser umas queridas para mim?






"Se querem mesmo e eu digo mesmo um grande poeta paguem-me bastante dinheiro e terão o melhor só o melhor se me pagarem mais ainda também despacho qualquer um que vos incomode ou aborreça a mim não me diz lá muito por muito menos já matei uns quantos mas isso é outra história agora estou desempregado preciso do dinheiro estejam à vontade os senhores é que sabem.”
Ricardo Mendonça Marques,
Fragmentos, Estilhaços, Granadas



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  1. Amsterdam, The Netherlands
  2. Barcelona, Spain
  3. Varanasi, India
  4. Venice, Italy
  5. Paris, France
  6. Lisbon, Portugal
  7. Marrakech, Morocco
  8. Salvador, Brazil
  9. Ponta Delgada, Portugal
  10. Macau, China
  11. London, England
  12. Cairo, Egypt
  13. Rome, Italy
  14. Panaji, India
  15. Dublin, Ireland
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